Dirce

A
Dirce
disse
que
o
quê
mais
gosta
é
demais,
bosta.

Visitando a residência dos Vasconcelos, em Rio Preto da Eva no Amazonas, conheci a pequena Dirce, uma loirinha de pouco menos de três anos. Saindo de seu quarto toda besuntada de uma pasta amarela, se aproximou das pessoas na sala no momento em que, agredidos pelo fedor, todos corriam para longe dela. Sobrou para a mãe, Geralda, a missão do asseio que, desconcertada, ouvia a filhinha dizer: “… gotoso, mãe, gotoso…”. (sex/19/set/2003)

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Mariposa

Como a liberdade,

independente da idade,

lhe era enfadonha,

buscou uma cela tamanha

invadiu o ambiente

riu insistente

dos erros que era alvo

do desejo do Aldo.

Pouco tempo depois

Aldo se recompôs

como atirador de elite

e deu àquela vida seu limite.

 

Certo dia fui almoçar a convite do amigo Aldo Gomes em sua residência na L2 Sul, no Distrito Federal. Ele fez grande propaganda de sua varanda e de como era gostoso curtir as correntes de ar que vinham do Lago Paranoá. Num átimo, uma jovem mariposa entrou em sua sala através das grades de proteção e o incomodou bastante ao ponto dele se armar com um chinelo e persegui-la pela casa inteira. Ela parecia divertir-se de cada erro de seus ataques. Meu amigo estava “louco” para matar o pequeno lepidóptero. Eu disse a ele para relaxar e esquecer aquela mariposa tão pequenina. Ele se ajeitou em uma cadeira de balanço à minha frente, mas manteve a atenção no heterócero. Numa fração de segundos, Aldo, percebendo que a mariposa havia feito uma parada para descansar sobre a belíssima cortina de seda carmim, atirou seu chinelo de forma certeira. Não satisfeito foi até o alvo, após uma gargalhada conferiu sua pontaria com o comentário: “… essa nunca mais vai me humilhar. O senhor das armas cumpriu sua missão”. (sab/25/set/1977)

Beco sem saída

O sabor do creme

para ela um crime.

Enfim, só restou a dor

diz a ela a flor

que perdeu seu perfume

por um exemplar de cardume.

Numa conversa com um proctologista amigo, após uma partida de dominó, ele me confidenciou (sem mencionar o nome) algo peculiar sobre uma paciente. Ela sofria de uma alergia no ânus que provocava um inchaço no órgão deixando-o com a aparência de uma flor, o órgão ficava tão retraído que impedia até mesmo a passagem de ar, estimulando flatulência. Tudo era causado pela alergia ao Creme de Pirarucu. Mesmo sabendo de seu problema, a senhora não conseguia resistir a opípara iguaria. (qui/05/abril/2007)

Vida finda

A todos tornou-se público

que ele não era único.

Para afogar a dor,

nada por favor,

decidiu de si vingar-se ainda

pois sem ela a vida era finda.

 

Escrevi estes versinhos em um guardanapo de papel em uma mesa de bar após ouvir a história de um garçom. Seu amigo cometera suicídio na semana anterior após sua namorada ter dito, na presença de todos os demais garçons, que ela o traia com o dono do restaurante onde ele trabalhava nos fins de semana. (seg/22/julho/2002)

Olá, pessoALL!

Recebam as minhas boas-vindas!

Dos muitos espaços que criei ao longo destes anos como Internauta (desde 1994) para contato com amigos e parentes, ainda não havia enveredado por esta estrada, embora sempre tenha recebido um grande apoio de um querido amigo poeta e escritor, Aníbal Beça (Anibal Augusto Ferro de Madureira Beça Neto, nasceu em Manaus ao 13º dia de setembro de 1946 – e faleceu no 25º dia de agosto de 2009), para publicar o que ele chamava de “versos e versinhos de Adonai”.

Nada profissional, meus “versos e versinhos” eram (e são) tímidos ensaios de poetinha em seus breves momentos de inspiração. Jamais tive interesse em publicá-los e muito menos ser considerado um poeta, tenho consciência de quão grande demonstração de nobreza de espírito e sensibilidade d’alma é necessário para se considerar um poeta, estou muito longe disso.

Bom, espero que este escaninho de letras, sinais, imagens, emoções e poesia possa contemplar suas expectativas de conhecer um pouco de meus “versos e versinhos”.

Ah, não deixe de incluir seus comentários. Esta é uma das formas que temos, aqui, para interatividade.

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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Verso é cada uma das linhas que constituem um poema na estrófe. Existe tanto a poesia prosaica, desprovida das características básicas, isto é, rima, métrica ou mesmo ritmo, quanto a prosa poética, impregnada na poesia.